Fundacao MEO apresenta exposicao acessivel de arte contemporanea portuguesa

Fundação MEO apresenta exposição acessível de arte contemporânea portuguesa

"Perdurar como Paradoxo" reúne 18 artistas e obras produzidas desde os anos 80, algumas apresentadas pela primeira vez ao público, numa experiência artística inclusiva com recursos de acessibilidade em português, inglês e Língua Gestual Portuguesa.
Fundação MEO apresenta exposição acessível de arte contemporânea portuguesa

​A Fundação MEO inaugurou hoje a exposição “Perdurar como Paradoxo: Obras da Coleção de Arte Contemporânea da Fundação MEO”, dando a conhecer ao público um conjunto de obras raramente exibidas da sua Coleção de Arte Contemporânea. Reunindo 18 artistas e trabalhos produzidos desde a década de 1980, a mostra estabelece diálogos entre diferentes gerações da arte contemporânea portuguesa e reforça o compromisso da Fundação MEO com uma cultura mais acessível, participativa e inclusiva.


Com curadoria de Afonso A. Castro, do Instituto de História da Arte da NOVA FCSH, a exposição revisita diferentes núcleos da Coleção de Arte Contemporânea da Fundação MEO, colocando em diálogo obras amplamente reconhecidas com outras que permaneceram menos visíveis ao longo dos anos, incluindo peças exibidas pela primeira vez.
Entre os artistas representados encontram-se Pedro Cabrita Reis, Eduardo Batarda, Eduardo Nery, Alexandre Estrela, Joana Rosa, Pedro Casqueiro, Pedro Proença e Maria Tomás, compondo um percurso que cruza diferentes gerações, sensibilidades e linguagens da criação artística contemporânea.
Da fotografia ao vídeo, do desenho, à pintura e à instalação, a seleção explora temas como a perceção, a matéria, a energia e a transformação, refletindo a relação entre comunicação, tecnologia e criação artística que tem marcado a identidade da coleção desde a sua origem.


Uma experiência artística acessível a todos


Concebida para ser experienciada por públicos diversos, a exposição integra um conjunto de recursos de acessibilidade que promovem uma participação mais ampla e inclusiva. Todas as obras dispõem de conteúdos de apoio em português e inglês, bem como audiodescrição, legendagem e conteúdos em Língua Gestual Portuguesa.
Esta abordagem permite que diferentes públicos, incluindo crianças, pessoas invisuais e pessoas surdas, possam aceder, compreender e explorar as obras de forma autónoma, reforçando o compromisso da Fundação MEO com a democratização do acesso à cultura e a eliminação de barreiras à participação cultural.


“A arte deve ser uma experiência verdadeiramente acessível, capaz de criar pontes entre pessoas, linguagens, sensibilidades e diferentes formas de olhar e compreender o mundo. Nesta exposição, quisemos que a inclusão estivesse presente desde o primeiro momento, integrando recursos que permitem a públicos com diferentes necessidades e perfis não apenas conhecer, mas também interpretar e experienciar as obras de forma autónoma e significativa. Esta é, igualmente, uma expressão concreta da forma como na Fundação MEO acreditamos que a tecnologia pode colocar-se ao serviço das pessoas, promovendo a aproximação, a participação e uma cultura mais aberta, partilhada e inclusiva”, afirma Madalena Albuquerque, Administradora da Fundação MEO.


Uma coleção com quase 30 anos


Criada em 1997, ainda no contexto da Portugal Telecom, a Coleção de Arte Contemporânea da Fundação MEO nasceu com o objetivo de apoiar a criação artística portuguesa e constituir um património cultural acessível à comunidade.
Atualmente, reúne 176 obras de 90 artistas, na sua maioria portugueses, abrangendo disciplinas como pintura, desenho, escultura, instalação, vídeo, gravura e arte tecnológica, constituindo um importante testemunho da evolução da arte contemporânea em Portugal nas últimas décadas.
Ao valorizar simultaneamente a criação artística, a inovação tecnológica e a acessibilidade cultural, a Fundação MEO reforça o seu compromisso de aproximar a cultura de todos os públicos e contribuir para uma sociedade mais inclusiva.


A exposição “Perdurar como Paradoxo: Obras da Coleção de Arte Contemporânea da Fundação MEO” pode ser visitada gratuitamente até ao dia 13 de novembro de 2026, de segunda a sexta-feira, entre as 10h00 e as 18h00, no Espaço Fundação MEO, no Fórum Picoas, em Lisboa.

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