Lascaux 2.0 marca o arranque da nova temporada do renovado ‘Espaço Fundação MEO’, na sede da MEO, em Picoas, Lisboa, que se apresenta ao público com uma nova identidade visual. A exposição, a que os visitantes terão acesso em primeira mão durante os próximos 2 meses, das 9h às 18h, propõe uma reflexão sobre a criação artística como processo autónomo, resultante da interação entre algoritmos, robótica e sistemas de decisão não humanos. Trata-se da primeira grande mostra do ano neste espaço, afirmando a ambição da Fundação MEO em promover experiências culturais inovadoras e disruptivas.
“Num mundo em que a proliferação de ferramentas como a Inteligência Artificial torna cada vez mais ténue a fronteira entre arte e tecnologia, o Espaço Fundação MEO assume-se como um lugar privilegiado para pensar, criar e partilhar o futuro. Para a Fundação MEO, que acredita na cultura como motor de pensamento crítico, inovação e de uma sociedade mais humana, inclusiva e consciente, é uma honra acolher a obra de Leonel Moura”, sublinha Madalena Albuquerque, Administradora da Fundação MEO.
“Lascaux 2.0 propõe um recomeço. Não é a continuação da caverna, mas o início de uma nova era da arte, feita por máquinas e processos digitais. É a arte do século XXI, digital, algorítmica, robótica e de inteligência artificial, autónoma. É o território que exploro há décadas, onde a imagem deixa de ser representação e passa a ser processo, e onde a autoria se desloca do gesto para o programa. No espaço renovado da Fundação MEO apresento uma síntese do meu percurso, como manifestação dessa mudança. O que aqui emerge é uma nova condição da arte, que existe como sistema, comportamento e produção contínua.”, afirma Leonel Moura.
Uma exposição imersiva entre arte e tecnologia
Lascaux 2.0 - nome que remete para as cavernas situadas no sudeste da França, onde se encontra um dos mais icónicos redutos da arte pré-histórica do mundo, com pinturas rupestres de mais de 17 mil anos – traz ao público um conjunto de obras criadas por robôs, esculturas 3D geradas por algoritmos e vídeos concebidos com recurso à inteligência artificial. Núcleo conceptual da mostra, a instalação homónima, Lascaux 2.0, cria um espaço imersivo onde as paredes surgem integralmente ocupadas por desenhos feitos por robôs autónomos.
No dia da inauguração, bem como às terças e quintas-feiras, entre as 14h e as 18h, os visitantes serão convidados a participar e a refletir através do Art-o-Matic, um robô que, assistido por um operador, executa um desenho que será oferecido aos visitantes no final do processo. E num outro ponto da exposição, um robô pintor atua em tempo real, produzindo desenhos ou pinturas de forma autónoma. Conhecida pelo trabalho desenvolvido na promoção da inclusão na cultura, a Fundação MEO renova também, com esta exposição, o seu compromisso com a acessibilidade.
Além das rampas de acesso ao espaço, Lascaux 2.0 contará com tradução em Língua Gestual Portuguesa no site da Fundação MEO.
O Espaço Fundação MEO
A programação do Espaço Fundação MEO insere-se numa estratégia mais ampla de promoção da arte contemporânea e de valorização do património artístico e cultural da MEO. Localizado no Fórum Picoas, em Lisboa, este espaço assume-se como um ponto de encontro para programação cultural, reflexão e partilha, dedicado à interseção entre arte, tecnologia e inovação.
"Com o renovado Espaço Fundação MEO, queremos afirmar um lugar de referência onde arte, tecnologia e inovação se cruzam para provocar reflexão, inspirar novas perspetivas e aproximar a cultura das pessoas. Esta nova temporada traduz a visão da Fundação MEO: promover uma sociedade mais criativa, mais inclusiva e mais humana”, afirma Carolina Pita Negrão, diretora da Fundação MEO.
A exposição estará patente até 15 de junho, de segunda a sexta-feira, entre as 09h00 e as 18h00 e é de acesso livre. Ao longo do ano, o espaço acolherá uma programação multidisciplinar, incluindo obras da Coleção de Arte Contemporânea da Fundação MEO.
Leonel Moura
Leonel Moura (26 de dezembro de 1948, Lisboa) é um conceituado artista português, pioneiro na aplicação da robótica e da inteligência artificial à criação artística. Através do cruzamento entre Arte e Tecnologia, Leonel Moura promove um novo conceito artístico que tem por pilar a criatividade das máquinas. Nesse caminho singular, o artista tem produzido vários robôs pintores e é conhecido também por ter produzido o Robotarium, um zoo para robots que foi o primeiro deste tipo no mundo. Reconhecido internacionalmente, criou, em 2006, o RAP, Robotic Action Painter, que é exibido como instalação permanente no Museu de História Natural de Nova Iorque, e expôs em espaços emblemáticos como o Grand Palais, em Paris, e o Museu UCCA, em Pequim. Leonel Moura foi um dos artistas convidados para inaugurar, em 2024, o Museu Diriyah Art Futures, centro pioneiro de arte digital na Arábia Saudita, e é Embaixador Europeu da Criatividade e Inovação, nomeado pela Comissão Europeia. Membro da Sociedade Portuguesa de Robótica, o artista foi uma das presenças em destaque na Web Summit de 2017.
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